As artes plásticas da Paraíba estão em festa hoje com o aniversário do pintor Flávio Tavares, um dos nomes de maior projeção do Estado, com obras espalhadas por diversos países.
Apontado como sucessor de Pedro Américo — romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil, autor de obras de grande impacto nacional —, Flávio consolida uma trajetória marcada pelo talento e reconhecimento.
Reconhecido internacionalmente, o artista plástico Flávio Tavares tem na simplicidade a marca mais forte de sua personalidade sedutora e carismática. Dono de uma obra espalhada por diversos países e reverenciada por críticos exigentes, ele preserva a humildade típica dos que compreendem a dimensão do próprio talento.
Conheci Flávio em 1975, quando iniciava a carreira e se preparava para a primeira exposição internacional, em Berlim, levado pela curadora Maria do Carmo Vogt. Fui entrevistá-lo para o Semanário O Momento e encontrei, no apartamento-ateliê à beira-mar do Cabo Branco, um artista já plenamente consciente de sua missão.
Entre telas e pincéis, revelou-se também um humanista, atento às causas sociais, ambientais e culturais, profundamente ligado à sua cidade e ao Nordeste. Filho do renomado médico Arnaldo Tavares, herdou o senso de responsabilidade e compromisso com a coletividade.
Nossa convivência atravessou décadas, redações como a do jornal O Norte, onde ele também brilhou como chargista, e a Academia Paraibana de Letras, onde suas “frases” se constroem com cores e símbolos. Aos 75 anos, casado com Alba, pai e avô, Flávio segue transformando sensibilidade em arte e reafirmando seu lugar entre os grandes nomes da cultura brasileira.

