Ele foi aluno do Colégio Pio X, principal referência na educação de base
na Paraíba, responsável pela formação pessoal e profissional de várias
gerações de paraibanos que estão aí a prestar os mais relevantes
serviços à comunidade, nos mais diversos setores
de atividade, todos eles com caráter forjado no chamado “espírito
marista”, que ensina muito mais do que as lições contidas nos livros
didáticos de português e matemática;
que desperta nos jovens os valores cristãos, morais e cívicos necessários à construção de sua personalidade.
De uma família de médicos, filho do doutor Antônio Queiroga, o dr. Tony, personagem influente na história da medicina paraibana, fundador de dois hospitais em João Pessoa,
formou-se na Universidade Federal da Paraíba,
reconhecida como uma das melhores instituições de ensino superior do
País, de onde seguiu para fazer especialização em cardiologia, nos
grandes centros do Brasil e do exterior,
até retornar à terra natal
disposto a cuidar dos seus conterrâneos e aplicar os conhecimentos e a
experiência que adquiriu em tantos anos de dedicação, estudos e
pesquisas.
Tornou-se, assim, o dr. Marcelo Queiroga, considerado
pelos paraibanos como um cardiologista
de comprovados conhecimentos científicos, que fez de sua profissão um
sacerdócio e instrumento de Deus para salvar vidas como especialista nos
problemas do coração, o mais vital dos órgãos
do ser humano.
Fora dos hospitais, também se preocupava em servir aos seus colegas
médicos; a participar de entidades representativas da categoria onde
pudesse contribuir com a valorização e crescimento da cardiologia da
Paraíba. Foi membro do Conselho Regional de Medicina
e dirigente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia
intervencionista, entre outros cargos, até chegar à presidência da
Sociedade Brasileira de Cardiologia,
quando muitos imaginavam tivesse atingido o ápice de sua carreira.
Ledo engano. O dr. Marcelo Queiroga foi bem mais longe e hoje consolida o
seu nome nacionalmente no comando do Ministério da Saúde, a pasta mais
importante do Governo, sobretudo neste momento de pandemia e de
incertezas. Assumiu o cargo, por onde já haviam
passado três ministros, cercado de expectativas, bombardeado pela
Imprensa e até do “fogo amigo” do Palácio do Planalto,
estimulado pelos que não desejavam a sua permanência e não concordaram com a sua escolha.
Com sabedoria e resiliência resistiu às pressões. Tolerou até mesmo uma
manifestação infeliz do presidente da República que procurou diminuir a
sua importância no Ministério. Ao contrário do que imaginavam, superou
tudo isso e saiu do episódio ainda mais fortalecido.
Hoje, o dr. Marcelo Queiroga é, ele sim, um general sem estrelas que
atua na linha de frente do combate à covid-19
e que não esmorece em seu objetivo de vacinar toda a população brasileira.
- Durante 30 anos eu entrei no coração dos paraibanos com o catéter. Agora eu quero entrar
no coração dos brasileiros com a vacina da esperança, disse o ministro na visita que fez esta semana à João Pessoa.
Como repetia o ‘velho’ Abelardo, “é na adversidade que se conhece os grandes homens”.
Os brasileiros de bom senso lhe oferecem o braço, Doutor Vacina.
O ministro do Brasil
29 Jun 2021- 166