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A ameaça americana

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Os Estados Unidos formam a maior nação do mundo. Não apenas pelo seu poderio armamentista ou  pela  supremacia do seu desenvolvimento tecnológico; pela pujança de sua economia e de  sua moeda que se impõe como a mais sólida  e  robusta do mercado  financeiro internacional.   O seu domínio , a sua liderança e sua força residem, sobretudo, nas lições que proporciona ao mundo de sua capacidade em , mesmo diante do capitalismo selvagem que pratica, oferecer   oportunidades a todos, que permite a livre concorrência, a livre iniciativa, abrindo espaço para os que querem  trabalhar,  inclusive aos  imigrantes que batem à sua porta, ou invadem as suas fronteiras,  aos milhares, tentando alcançar uma chance para viver dignamente.   A América do Norte sempre foi referência de progresso, de compromisso com a liberdade e a democracia. De justiça rigorosa, austera, mas eficiente na defesa da sociedade. De um país responsável na garantia dos direitos dos seus cidadãos. De uma terra que pratica a meritocracia como elemento indispensável aos que estudam, trabalham e buscam a realização dos seus sonhos e projetos profissionais.   Claro que não são o País das Maravilhas. Longe disso. Os EUA tem problemas graves em sua estrutura social, sobretudo em questões que envolvem a discriminação racial e a  violência policial que intimida e ultrapassa os limites da civilidade. Que pratica excessos inaceitáveis e que são absolutamente condenáveis em um país  que faz dos  Direitos Humanos uma bandeira,  garantida pela Constituição.   Eu era ainda uma criança quando testemunhei a visita do presidente Dwight Eisenhower ao Brasil. Tinha apenas 9 anos quando vi passar a sua comitiva pela rua Humaitá, no Rio de Janeiro, decorada   com as cores da bandeira americana  presas aos postes. Mais tarde , chorei com o assassinato de John Kennedy e a imagem do  seu filho batendo continência diante do esquife. Assisti pela televisão, incrédulo, o astronauta Neil Armstrong pisar na Lua. E me revoltei com a matança na Guerra do Vietnã e outras ações bélicas patrocinadas pelos irmãos Yankees.   Mas sempre admirei a simbologia da estátua da Liberdade e o comprometimento dos americanos com a democracia. Da passagem pacifica na transição do poder entre vencidos e vencedores. Do exemplo que ofereciam ao resto do mundo de que é imperioso  respeitar a decisão da maioria. De que é preciso saber ganhar, mas indispensável  saber perder.   O que o presidente Donald Trump está fazendo agora, protagonizando um dos mais lamentáveis episódios da história americana agride , frontalmente, o que os Estados Unidos têm de mais precioso. Compromete  a reputação do País. Envergonha-o .  E constrange a sua imagem perante o mundo. Trump precisa  ser severamente  punido  e sair pela porta dos fundos. Escorraçado e humilhado como o pior exemplo dos males da arrogância, da  soberba e ambição. É necessário   uma dura lição que o faça  refletir , e também aqueles que, inebriados pelo Poder, querem  se perpetuar nele, a qualquer preço,  por se considerarem   acima do bem e do mal. Como disse o senador republicano,  ao reiniciar a sessão plenária do Congresso após a  invasão do Capitólio, “a violência nunca vence”.   E eu repito o que li em algum lugar: não se vence pela força. Só se vence, convencendo. 

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